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Auxílio Reclusão: Uma visão distorcida da mídia por Rachael Sheherazade - 19/01/2015

Este vídeo diz tudo.  
( https://www.youtube.com/watch?v=n7CqwPu21OE ) 
Diz tudo sobre o desserviço que esta mulher presta a sociedade brasileira. Não a qualifico de jornalista porque considero uma ofensa a todos aqueles que realmente exercem papel tão importante para o desenvolvimento de uma comunidade.
Este vídeo, além disso, e mais gravemente, exemplifica o mau jornalismo. Aliás, exemplifica muito bem o jornalismo distorcido, tendencioso, alienante à que a esmagadora maioria de nós brasileiros temos acesso.
Não sejamos modestos! Não somente a qualidade da educação, da saúde, da segurança pública brasileira é baixa; a qualidade do nosso jornalismo é péssima.
Particularmente, minha vida profissional se fez, até hoje, em três setores: educação pública, segurança pública, e agora, previdência social. Três áreas de considerável importância e de imensa complexidade. Costumo dizer que no Brasil tudo que se venha analisar é complexo. Por isso, os discursos rasos, como o do vídeo, me incomodam tanto.
Abandonei a educação pública após 6 meses de exercício da atividade - embora tenha passado a vida toda me preparando para ser professor. Nasci professor, e talvez por isso, foi tão perturbador descobrir como é o sistema educacional brasileiro.
Na escola brasileira não se educa, não se ensina. Nossa escola é local de crimes. Não me refiro aos crimes que agora vem se tornando cada dia mais comum dos alunos contra os professores e deles (alunos) contra eles próprios, mas ao crime que o Estado brasileiro comete de castrar intelectualmente milhões de seus jovens.
Não pude compactuar com isso. Jamais o farei.
Não consigo imaginar como se dá a consciência daqueles que cometem tal barbárie. Me refiro àqueles que conduzem os rumos da educação no país - notadamente, nossos políticos, que em busca de se perpetuarem no poder, fazem da escola lugar de idiotização em vez de espaço de construção de conhecimento e desenvolvimento de criticidade.
No Brasil o professor se vê obrigado a "passar" o estudante. E assim vai o aluno sendo aprovado em todas as séries, ano após ano, sem se verificar o aprendizado. O aprendizado não importa para o Brasil. Chega o momento em que, nas séries finais do ensino médio, o jovem não sabe ler, não sabe escrever, não é capaz de refletir, não consegue ler o mundo a sua volta, não sabe principalmente votar. Aqui reside a monstruosidade: pela busca insana de votos e de perpetuação de privilégios, a classe política encaminha os jovens brasileiros (lógico, das classes menos favorecidas) para as escolas local, brasileiramente, instrumentalizado para bestilizá-los.
Estes jovens, multiplicado por milhoes, formamos a massa de manobra.
Incapazes de refletir com autonomia, somos "presas" fáceis para pessoas como esta mulher, que nos conduzem para um ou outro lado, conforme interesse aos poderosos.
Ela fala a linguagem que a gente entende, ela reproduz nosso discurso comum. E qual o problema do discurso comum? É que, num país em que a educação não cumpre sua função básica de propiciar aos cidadãos a capacidade de ler - e assim ser capaz de buscar a informação autêntica -, o senso comum é recheado de informações inverídicas, propagadas a torto e a direito.
O auxílio-reclusão é um benefício polêmico. Cada um de nós, como cidadãos, podemos nos posicionar favoravelmente a sua manutenção ou a sua retirada da legislação previdenciária. No entanto, a informação deve ser honesta, imparcial.
Sobre previdência social, devo dizer, a título introdutório, que se trata de um tipo de seguro. Ou seja, você paga hoje para poder receber os benefícios amanhã. É como plano de saúde. No plano de saúde, você paga, mês a mês, e quando estiver doente terá direito à consulta médica, exames, cirurgias. Na previdência, o trabalhador paga também, mês a mês, e se ele ( o trabalhador) incorrer em algumas das situações cobertas pelo seguro, ai então, ele terá direito ao benefício. Digo com isso que o auxílio-reclusão não é - como sugere a mulher do vídeo - um brinde, um bônus, um presente dado ao bandido. Não se trata de "bolsa bandido", dada gratuitamente.
Eu sou um trabalhador brasileiro de bem - um entre milhões - mas nada garante que eu jamais cometa algum crime. Sou pessoa humana, que falha, que erra, e, meu erro pode ser tão grave que a sociedade exija meu recolhimento. Entendo o auxílio-reclusão como um direito da pessoa humana, que se reconhecendo como tal, busca proteger os filhos (e demais dependentes) das vicissitudes da vida.
Tenho amigos que, semana passada estavam comigo, trabalhavam, contribuíam para a previdência, e que, num único momento de falha, "em tese" erraram gravemente, e agora, estão presos. Os filhos e esposa dele devem ser amparados com o benefício do auxílio-reclusão; e não largados à própria sorte. Ao que comete o crime, cabe-lhe uma pena justa; mas esta não deve (e não pode) atingir os familiares.
Quando se fala "bolsa-bandido" se generaliza. Bandido, desta forma, passa a ser tomado como qualquer pessoa que esteja do lado de lá das grades. Não esqueçamos, porém, que quem está lá, esteve um dia fora de la, e era gente. Não tomemos quem está do lado de lá como uma coisa que se chama bandido. É gente.
Não defendo bandido. Mas, em nome da verdade, é preciso dizer que o auxílio-reclusão não é um dinheiro - de valor superior ao salário mínimo - dado de presente para aqueles que cometerem crime. Propaga tal discurso aqueles que pretendem incutir nas nossas mentes fracas a ideia de que o Brasil é um país de pernas pro ar, sem lei, sem coerência, onde todo e qualquer criminoso ganha mais que um trabalhador assalariado.
O Brasil tem muitas incoerências, mas não chega a tanto.
O vídeo é um total desserviço a população. É recheado de inverdades. Busquemos as informações corretas, para que sejamos capazes de nos posicionar com autonomia.
Autor: Claênio Nunes
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